Desertificação e arenização: semelhanças e diferenças

A desertificação e arenização são comumente confundidas e por isso buscamos neste post explicar suas semelhanças e particularidades.

A desertificação e arenização são processos de degradação ambiental e socioambiental do solo.

A desertificação

A desertificação é definida pela ONU como a “degradação da terra nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas, resultantes de vários fatores, entre eles, a variação climática e as atividades humanas”. Com a seca do solo e mau uso do solo em ecossistemas frágeis, ocorre uma rápida perda de nutrientes podendo formar paisagens desérticas.

Terra fértil que secou gerando a desertificação.

Veja a diferença entre deserto e desertificação.

As mudanças climáticas como a seca severa é uma das causas da desertificação. Contudo, as atividades antrópicas podem acelerar a desertificação como a agricultura com o esgotamento do solo, intenso uso de agrotóxico, queimadas e desmatamento.

Como exemplo de regiões que sofrem a desertificação temos: o Sahel (ao sul do deserto do Saara na África) e a região nordeste do Brasil.

No Brasil, a desertificação atinge 10% da região semi-árida brasileira e abrange 9 estados nordestinos e o norte de Minas Gerais, que sofrem com seca e estiagem. Segundos dados do Ministério do Meio Ambiente do Brasil em 2010, estima-se uma perda econômica de U$ 300 bilhões por ano e os custos para a recuperação das áreas afetadas alcance U$ 2 bilhões para um período de 20 anos (leia aqui).

Outra região do Brasil que pode ser afetada pela desertificação é o cerrado brasileiro, mais específico em Tocantins e no Mato Grosso, que sofre pelas ações de queimadas.

As consequências da desertificação são preocupantes pois leva a perda de áreas agrícolas, o que pode afetar o meio ambiente e socialmente a população local, pois diminui a produção de alimentos e aumenta o risco de fome. Portanto, em países subdesenvolvidos o risco de desertificação é um alerta a desencadear outros problemas sociais e ambientais.

Desde a década de 60, a ONU destacou a sua preocupação com o avanço da desertificação, sobretudo no continente africano, o que levou a realizar em 1977 a Conferência Internacional sobre a Desertificação em Nairobi (Quênia).

Depois, o tema da desertificação retornou como preocupação pela ONU com a publicação da Agenda 21 na Conferência Internacional sobre o Meio Ambiente de 1992 (Rio-92) e da Convenção de Luta Contra a Desertificação em 1994.

A ONU também criou o dia 17 de junho como o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca e em 2010 foi criado a Década para os Desertos e a Luta contra a Desertificação ( 2010 e 2020) como um “esforço para sensibilizar e estimular a ação por uma maior proteção e melhor manejo das terras secas do mundo, lar de um terço da população mundial, que enfrenta sérias ameaças econômicas e ambientais”.

A arenização

Já a arenização é definida como empobrecimento em regiões de solos arenosos e provoca a formação de bancos de areias.

Areal no depósito de rampa e caos de blocos de arenito, na base do Cerro da Esquina.
São Francisco de Assis – RS. Foto: Roberto Verdum – 19 de junho de 2006.

Ocorre em região com clima úmido, com regime de chuvas constantes e com nível de precipitação até 1400 mm por ano, e com relevo com desnível como o sudoeste do Rio Grande do Sul (conhecido como os pampas gaúchos). Portanto, não se deve confundir desertificação -que ocorre em região mais seca – e arenização -que ocorre em região mais chuvosa.

Por meio de ações erosivas como a chuva e o vento, o solo em relevo mais alto perde os restos de cobertura vegetal e sedimentos do solo que a transportam e a depositam em áreas mais baixas.

Representação de como ocorre a arenização.

Segundo o geógrafo Roberto Verdum, a monocultura (como a produção de soja no RS) e o manejo inadequado do solo potencializam a ação da arenização.

Mitigação

Para os vestibulares é relevante que o estudante entenda como evitar ou minimizar a desertificação e arenização.

Em ambos os casos é fundamental manter a cobertura vegetal do solo, manejo de solo e/ou aplicar as curvas de nível como forma de conter a erosão laminar.

Essas medidas evitam o aumento da degradação do solo, pois reduzirá o efeito slash da chuva o que contribui para uma menor ação erosiva pluvial no solo.

Conclusão

Tanto a desertificação como a arenização levam a perda da produtividade e geram consequências irreversíveis para o meio ambiente e problemas sociais (como seca, fome e aumento do êxodo rural).

A diferença entre eles é que a desertificação ocorre em regiões de clima mais seco (árido, semi-árido e subúmido seco) e a arenização em clima úmido.

A desertificação é a expansão das paisagens desérticas, por causa da alteração do balanço hídrico (tornado-se seca) e da degradação do solo sendo resultante pela mudança climática e que acelerada pelas atividades antrópicas.

E a arenização é formação de banco de areias em solos arenosos (que são vulneráveis por não ter cobertura vegetal).

Confira o nosso resumo:

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